terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

4°. Motivo da rosa

Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.



Rosas verá, só de cinzas franzida,
mortas, intactas pelo teu jardim.


Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.

E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim.


Cecilia Meireles

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